elsarossi art & tales

Children are our Future.

Cortina do Tempo

Cortina do Tempo

 

Se um dia, na cortina do tempo,

O vento da memória soprar de leve

E levantar a ponta da saudade

em seu coração

Lembre-se de que aqui já deixo escrito

O carinho, a alegria

de sua presença em minha vida,

com toda minha gratidão

Se não fiz mais e pude, falhei,

Se adentrei a planos futuros, avancei,

Se deixei de lhe amar um só instante,

Falhei por tudo o que almejara antes,

As fotografias são pedaços

De saudades, emoções e alegrias,

São fatias do mesmo grande bolo da felicidade

Com cobertura de paz e harmonia,

Não quero louros, nem velas,

Nem arandelas de lagrimas,

Pois a vida pura, a vida mais bela

A ela me dirijo com louvor e seriedade

Não quero tristezas de rastro,

Mas passos firmes e seguros

Aprendendo um pouco mais, em cada traço,

Da verdadeira gloria do futuro,

Não tem quem não já tenha pensado

Que nada resulta depois do “ser”

Mais sofre aquele que incrustado

Não atende ao chamado, ao dever,

Peco aos meus amados de hoje,

De outrora e de amanha

Já que a família universal é em espírito

E a família de sangue é um clan ,

Uma pergunta apenas,

deixo para meditação,

Será que a maldade vale a pena,

Ou apenas enrijece o coração?

Fazer o bem, é tão pratico,

Perdoar é rinse da alma,

Que lava o humor e o pensamento

No esquecimento e na ponderação

Na calma dos hábitos no comportamento

Que por si só, é vida em oração.

 

Elsa Rossi

28 August 2009

London

 

 

 

ПЕСЧАНЫЙ ПЛЯЖ


English                                  Esperanto                                     Hungaro

Translated from the original Portuguese

 

My Memory

 

His sweet glance invades

My soul and produces

My return to youth

In its splendour of light!

 

Your voice finds within me

A resounding echo

A song of love that affronts

Making me think about things

 

I love you silently

And in the silence of life

I place in the corner of my soul

A lost tear!

 

(revised by Janet Duncan-2006)

Elsa Rossi

 

Translated into Esperanto

 

Mia Memoro

 

Lia dolĉa ekrigardo invadas

Mian animon kaj produktas

Mian revenon al la juneco

En sia grandiozeco de lumo!

 

Via voĉo troviĝas ene mi

Altsonan eĥon

Am-kanton kiu ofendigas

Igante min pripensi aferojn.

 

Mi amas vin silente

Kaj en la silento del’ vivo

Mi metas en la angulo de mia animo

Larmon perditan!

 

El angla Esperantigis: SZABADI Tibor J.

Esp. tradukon korektis laŭ la angla:

Wael Al-Mahdi

Elsa Rossi

 

 Russian, translated by Spartak Severin

ПЕСЧАНЫЙ ПЛЯЖ

 Песок и море, чаек крик --

Мой детский мир ушедших дней

Как сильно к сердцу он приник

Напоминая каждый миг

О радости души моей!

 Как пыль, песчинок мелких след

Стечёт сквозь пальцы долгих дней,

Как серебристый чудный свет…

И это мир минувших лет

Ещё царит в душе моей!

 Эльза Росси



Translated into Hungarian

Emlékem

 

Édes tekintete hatalmába keríti

Lelkemet és megteremti

Ifjúságom visszatértét

A maga magasztos fényében!

 

Hangod bennem található

Emelthangú visszhangban

Szerelemdal, mely megsért

S késztet átgondolni dolgokat.

 

Szeretlek csendesen

És az élet csendjében

Beteszem lelkem zugába

Elveszített könnyemet!

 

Elsa Rossi

El Esperanto hungarigis: SZABADI Tibor J.

Eszperantóból fordította: Szabadi Tibor J.


Reflexões dos Tempos

Dedicatória

 Dedico este livro aos meus amados filhos Daniel, Janine e Giovana

 e aos meus queridos netos Talles, Kalél, Joshua, Isabella, Geórgia e Nicolas

 

                                            1 - Tempo perdido

 

Eu queria ter mais tempo,

pra renovar energias,

escrevendo mil poemas,

sem cansaço, noite e dia,

 

mas por negligencia "passada",

o tempo que eu perdi,

hoje sem tempo pra nada,

só trabalho a cumprir!!!

 

   

2 - Grãos de Areia

 

Meu mundo quando criança,

era a o mar e a praia mansa

eram gritos de gaivotas

que muitas vezes voltam

nos guardados das lembranças.

 

Os minúsculos grãos de areia,

em dias de lua cheia

escorriam pelas minhas mãos,

em cores silver platino

nas contas do meu destino

nos cantos do coração.

 

 3 - O poema do Amor

  

O poema do amor,

salta aos corações,

pula nas ruelas,

vai de encontro aos portões,

solta-se nas vozes

em altos clamores,

na música que entoa o cantico,

nos recondidos das almas

música que adorna a vida

e deixa os prantos soterrados

no peito de quem ama,

e sabe lidar com a dor.

 

 

4 -  Nós

 

andamos na mesma estrada,

sentamos nas mesmas pedras,

bebemos da mesma água,

somamos nas mesmas tarefas

dividimos a mesma sombra da árvore,

olhamos o mesmo ceu,

buscamos as mesmas ilhas

somos todos filhos e filhas

do mesmo DEUS

  

 

5 - Trovinha aos amigos

 

Deu te olhos o Bom Deus

para que veja coisas belas

meus poemas tambem são seus

como são nossas as estrelas.

 

 

Geraldo meu bom amigo

Mil graças, irmão de jornada,

começaste em uma estrela

rumo ‘as muitas moradas.

 

6- Dúvidas

 

Há momentos em nossas vidas

Que uma nostalgia

Vindo de não sei onde

Envolve nossas sentimentos

Transforma nossas emoções.

 

Ai, quase sem que queiramos

Tendo pouco comando

Deixamos em nossas faces

Correr lágrimas em desalinho

Lavando nossos corações.

 

Será saudade do amanhã,

Ou do ontem a pouco vivido

Ou de outras eras

Ou outras esferas, planos vividos

Ou é apenas solidão?

 

7 - Bondade Divina

 

Tarde!  Étarde,

Não há mais espaço

Não há mais recomeço,

Há a sombra e o cansaço

Vidas se chocam em tropeços,

Rotos seres em almas sofridas,

Sem guaridas, só murmúrios e dores,

Onde amores? onde mãos aquecidas?

Lamentos lamúrias,

Fim de vidas, frio dos horrores,!

 

Não há como fugir,

Ou dormir para esquecer,

É um constante lembrar

Do instante aziago,

Do suicídio a cometido,

Pra fugir, fugir de que?

 

Há o cansaço do sofrimento

Onde a humildade em pedir perdão?

Colocar-se frente a própria consciencia

Do horrendo gesto praticado

Por desconhecimento, por desinformação.

 

Coloque-se frente a Deus, esteja disponível,

Volte a vida, ao recomeço

Sem tropeços, em novas chances

O resgate, o servir

Voltar a carne, evoluir,

Ao abrigo do esquecimento.      Setembro de 1997

 

8 - Anseios de Liberdade (Bastilha)

 

Dante, a pompa dos veludos

O brilho do ouro

O colorido das pedras, os rubis

A mesa farta, iguarias

A caça, os cães, a floresta

O veneno, a noite, a festa

Artimanhas sutis.

 

O jogo do poder, o clero

Máscaras e acenos de mãos

Sarcásticos sorrisos, pesadelos,

Candidatos ‘a morte

Guilhotina inflamada,

Revolta, revoluçao!

 

Queda do poder

Bastilha esfacelada

Corte sem vassalos

Morte aos carrascos

Plebe enfurecida

Anseios da liberdade

Insanidade que mata a vida!

 

Hoje entre nós, somos nós

Os mesmos de ontem,

Ainda em desordem

‘A busca de refazimentos

Dos erros passados

Em trabalho e aprendizados,

Criando a nossa própria “sorte”!

 

 

9 - Amor e Amizade

 

Para não nos separarmos

Já que algo de bom nos une

Vamos canalizar este sentimenro

Que sei brotou em sua alma..

Transformá-lo em fraternal afeição

Deixa-me ser sua especial amiga

Enxugar-te-ei lágrimas

Quando uma dor muito forte

Te ferir o coração

Deixa-me apoiar em teus ombros

Minha arte criadora

Correr contigo,

pelas colinas do tempo

Em doce sentimento

Guardados em nossas almas,

 

Deixa-me cantar cantigas

Embalar teus sonhos nos meus

E dormir ao lado de sua alma,

Segurando em tuas mãos.

 1994

  

 

10 - Sua ausencia

 

Sua voz calma e serena

Tranquiliza a babilonia

Dos meus pensamentos

Hoje, quase tormentos

Pelas diretas decisões

Que tenho de tomar.

 

Anseio sua presença

Doi-me a alma

Em sua ausencia

Quedo-me no abismo

Dos meus pensamentos

Enxugo a lágrima

Serei sempre forte...

Não quero chorar!

 1994

  

  

11 - Nossos propósitos

 

O que se esconde atras destes olhos

Que não querem que eu veja

Mas querem me ver?

 

O quer falar seu coração

Quando bate mais forte

Ao tocar as minhas mãos

E num impulso contido

Deixa escapar um suspiro

E um anseio por abraçar-me

Ou um beijo estancado

No ar cúmplice que paira

Entre eu e voce.

 

Veja meu doce amado

Estamos fugindo, parados

Estamos falando, emudecidos

E mantemos um fremito

Que por ora eletriza

Alguns instantes de nossas almas.

 

Não há o que temer, mas repensar

Não há porque sofrer, mas enfrentar

Os sentimentos e burilá-los

E deixá-los fluir

De uma forma angelical,

Que não venha a nos ferir,

Mas simplesmente, uma vez mais

Nossos propósitos alicerçcar!            

1994

 

                   12 - Expectativa

  

                   Olhos apertados,

                   Pálpebras cerradas,

                   Uma lágrima que brilha

                   Na face enrrugada,

                   O tintilar do telefone

                   Um alo e brota um sorriso

                   Um profundo suspiro!

 

Mãos suadas,

Coração acelerado

Ao ouvir a voz amada,

viajar pelo tempo

Sonhar por um instante,

No silencio da alma!

 1994

 

  

13 - Como uma adolescente

 

Abro um grande sorriso

Para te receber

E nem é preciso

Ruborescer

Vou até a janela

Escovo meus cabelos

Com uma das mãos

ajeito a blusa

com  aoutra retoco o baton,

ajeito as almofadas,

penso – Esta tudo bem?

 

Não é preciso fazer mais nada

Os minutos são horas

Toca o telefone,

O coração dispara

Como é difícil esperar quem se ama

É o coração adolescente que reclama

O amor tem o tamanho,

Da importancia que se lhe dá.

 1994

 

  

14 - Arco-Íris

 

Em algum lugar lém do arco íris...

Diz a tão conhecida melodia!

Estes arco-íris

Podem estar no coração

Do poeta solitário,

Ou na razão do

Ilustre magistrado

Ou pode estar ainda

No relacionamento afetivo

Entre dois sinceros amigos

Que cultivam

A flor da amizade cristalina,

Sob o arco-íris do amor fraternal.

 

Muitos não percebem o arco-íris

Mas sabem que ele existe,

Nas portas do Imortal!

 1997

 

  

15 – Duas Janelas

 

A visão da vida

Se faz por duas janelas

Numa voce pode ver

Valores desperdiçados

Entre odios, rancores

Ambições desmedidas.

 

Noutra janela voce vislumbra

Os canteiros do bem

Produzindo flores de felicidades

Que se ascendam ao sol da vida

Mesmo que por pouco tempo,

mas nesse tempo tão precioso

possam se doar em cores mil,

em perfumes de fraterniade

alcançando os ceus

da paz interior de cada um

 

Que possamos nesta janela

nos debruçarmos

para mais longe nossa visão alcançar

a paisagem maravilhosa

que altera a imagem

para os amargos corações

que ate então, só puderam mirar

na janela da dor, perdendo tempo

mas criando coragem.

 

 

16 - O meu amanhã?

 

Se amanhã não mais aqui eu estiver,
fiz parte da história,
como mãe, avó,
filha, irmã,
amiga e mulher
e nos evos que se sucederão,
mergulharei em cada estrela,
me perderei nas galáxias...
nos evos..., nas formas e elos
que a vida eterna nos abençoa.

 

 

© Elsa Rossi    Registro  B.N.- BR 2005 – www.elsarossi.com   elsarossi@yahoo.co.uk

 

Coletanea de Sentimentos

 

Titulo – COLETÂNEA DE SENTIMENTOS

Edição Virtual  -  ©  Elsa Rossi  -  http://virtualbooks.terra.com.br/

 

 Capa - Foto do Castelo Sforza  -  Milano

 

 Registro no Ministério da Cultura sob nº. 134.951  ®

Livro 214         Folha 412

Fundação Biblioteca Nacional

Rio de Janeiro  -   BRASIL   -   l998

  

Agradecimento

Aos meus Benfeitores Espirituais.

 

 Dedicatória

 

Dedico este livro aos meus amados filhos Daniel, Janine e Giovana

 e aos meus queridos netos Talles, Kalél, Joshua, Isabella, Geórgia e Nicolas

 

Para compor este Livro de Poemas  foram coletados ao longo dos anos, versos, poemas, sonetos, alguns guardados desde a tenra juventude.

 

 

Introdução

 

Meus amigos leitores.

 

     Talvez para alguns este seja apenas mais um livro de poemas.

     

O leitor verá, ao perpassar os olhos no índice, que este é um livro com acréscimos.  Pode o leitor contar com pautas musicais e respectivas  letras oferecendo  músicas infantis, medieval, romântica. Pode ainda contar com mensagens de religiosidade, abrindo um campo para meditações e reflexões.

 

Todos temos poesia na alma, pois a vida é um hino poético, cantado no pulsar dos corações, no compasso da respiração, no abrir e fechar dos olhos, nos sorrisos que se processam frente à alegria de viver.

 

Pode-se ser feliz mesmo dentro da dor, pois, como dizia Francisco de Assis, a irmã dor só vem despertar-nos para a verdadeira vida.

 

Por isso, vamos deixar fluir a alma poética de cada um, vivenciando a mensagem encorajadora do amor contida neste livro, alicerçado em anos de inspiração e vivência do amor fraternal.

 

Criei coragem e coloco aqui para todos.

                                                    Elsa Rossi

-------------- 

 

Prezada Amiga e Poetisa  Elsa Rossi:

 

    Sua poesia destila passado e futuro, presente e certeza. Eleva-se com o vôo do sabiá-laranjeira, sintoniza-se com o canto das aves, afiniza-se com o assobio do vento...Ganha alturas e profundidades, sugere encantos e mistérios e incorpora, em alguns poemas, carne e coração, sentimentos humanos universais, mas tão especiais e específicos de cada pessoa amante que passa por esta vida.

Sim, você interpreta todas as faces da vida, em seus vários estágios e estados.

 

O marulhar, o assobio do vento,

o bater das ondas nas rochas cruas e cinzentas

e me desperto, como uma borboleta deixando a crisálida,

ouvindo a vida e vivendo o amor!

 

     Lendo sua COLETÂNEAS DE SENTIMENTOS, destaquei estes versos que mostram bem a sua face poética, perfeitamente integrada na Natureza, com seus sons e suas cores (às vezes cinzentas). Em tudo você vê o significado por trás das coisas e dos seres, e empunha seu estro afinado no amor universal, e em todas as suas gradações, fazendo-se igual no melhor que um ser humano pode ostentar em sua condição: filho(a) de Deus.

   

Parabéns pela sua poesia, com primores imagéticos ao correr do livro, sem perder o toque mágico da simplicidade e do humanismo perfeitamente condizente, nos dias de hoje, com a verdadeira fé dos autênticos cristãos.

 

Parabéns ao Portal Terra, - na seção Virtual Books - na pessoa do Marinho e do Jaime Mendonça & valorosa equipe, em entregar ao mundo mais esta luz que se irradiará por todo o nosso belo e amado planeta.

 Geraldo Peres Generoso - (Escritor e jornalista brasileiro)

IPAUSSU - SP - BRASIL  - Em 26 de janeiro de 2006

     

 

  

***

 
Sentimentos Da Alma

 

1- Prece.

 

Senhor!

És o riacho sereno e cristalino,

a correr na floresta emaranhada de nossas vidas

aonde banhamos nossa ardente chaga de dor,

onde saciamos a nossa sede do saber,

onde lavamos a nossa alma obesa de iniqüidades,

onde, no espelho da água,  remansa e pura,

sentimos o reflexo incondicional do teu amor!

  

2 -Todas as mães.

 

Desaparecem as últimas estrelas

permanece a luz acesa

no casebre da vila

no quarto singelo, um berço

a mãe pobre, junto ao peito,

o filhinho que expira.

 

Deus assim quis, pensa ela,

na sua simplicidade de mãe.

Deu seu carinho, seu amor

suas noites, sua dor

ao pequenino, que era

 

Ah! Mãe pobre, mãe rica,

mãe doutora, mãe pastora,

mãe lavadeira, mãe dançarina,

mãe cozinheira, mãe frentista,

mãe cineasta, mãe escritora,

mãe cientista...

...Mãe Santíssima,  velai por todas as mães!

 

 

3 - Norma de Conduta

 

Façamos de nossas vidas, um hino de amor

Façamos de nossas palavras, um cântico de Paz,

Façamos de nossos gestos,

o magistral sinal de bênçãos em auxílio ao próximo.

Façamos de nossas consciências, o farol que ilumina

aqueles que ainda navegam nas águas turbulentas do orgulho e insensatez,

na escuridão que a maldade cerca.

Façamos de nossas mãos, pequeninas luzes

que aquecem, com o calor do nosso abraço,

os desvalidos no inverno, das dores morais,  e os levantam,

aconchegando-os para que sintam que o amor

cobre uma multidão de pecados.

 

Façamos da nossa vida, a exemplo da vida de Jesus,

pauta diária de leitura na cartilha do amor,

no compartimento do coração,

onde a razão comanda o equilíbrio das paixões

que energizam e impulsionam o homem

ao objetivo maior da caridade verdadeira,

na assistência do espírito, para que este

possa conduzir a vida no corpo, de forma equilibrada.

 

Sejamos em nosso mundo,

elos de fraternidade, no exercício do bem desprendido,

na vivência da máxima do Cristo:

“Faça ao próximo, o que gostaríeis fosse feito a você.”

“Amar ao próximo, como a si mesmo”.

 

Enfim, espalhar o perfume do amor,

colhido no jardim da fé, da consciência, da razão,

do preparo espiritual de cada um,

na finalidade maior da renovação íntima de cada ser,

para que encontrem o caminho

seguro e certeiro em direção a Deus.

  

 

4 - Amanhecer I

 

No silêncio da manhã desperta

o som do vento,  sorrateiro acorda o sol

que lentamente distende seus raios

aquecendo os corações inda dormentes,

embalados pelos braços de Morfeu.

 

Os pássaros alvissareiros

oferecem ao coro da natureza

seus gorjeios

harmonizando assim

a melodia da vida

para mais uma rotina dos dias...

 

Os cães acomodados, arrefecem

suas guardas, das sombras da noite

sonolentos, cansados, adormecem

enquanto o brilhante raio de sol

toma posto

e ilumina todo o quintal.

 

O jornaleiro, sua última entrega

termina a tarefa postal

alheio às notícias,

acontecimentos diários,

que ele próprio leva às mentes

ávidas pela política, câmbio, dor

antigos freqüentadores do “Coliseu

“nos evos das noites da vida

Onde a roda de Samsara

com certeza, não para.

 

E assim,

nas sucessivas manhãs, o mesmo sol

afugentando as sombras

o mesmo canto da natureza

coro divino

a mesma alegria e agradecimento

a Deus, pela Divina Bondade

em nos amar, filhos seus

nesta busca incessante

que todos temos

na curiosidade do que é “ser”


  

5 - De mim

 

Noite alta, o silêncio

abajur fraco, a luz

o leve sussurro do vento

`a tua presença me conduz

 

Receio invadir teu sonho

de tanto em ti pensar

no meio da noite me apanho

em lágrimas a soluçar

 

Peço-te me perdoes

parte do meu querer

sublimo amor por ti

renuncio prá não sofrer

 

Parte de mim te busca

outra parte me é fiel

quanto mais oro, mais penso em ti,

amor meu!

 

   

6 - Vida

 

Uma lágrima fugia

tímida e silenciosa

e as curvas percorria

da face cansada e rugosa

 

A mãe, de olhar ausente,

fixa o pensamento sombrio

no filho pobre e inocente

no cativeiro, doentio

 

Por vingança, um  “amigo” seu

que em sua sombra vivia

preparou a armadilha

e o inocente jovem caiu

A mãe, sabendo de tudo

de tristeza sucumbiu

 

Não há maldade no mundo

que os olhos de Deus não veja

Há necessidade do escândalo

mas, aí daquele que o planeja

 

7 - Despertar

 

O mármore gelado do terraço

acorda meus pés descalços,

O silêncio do alvorecer

acorda meus ouvidos;

As ruas desertas

acordam meus olhos

 

Diviso por entre árvores

o espaço não  físico,

Escuto o som, além do silêncio,

flutuo na dimensão do amor.

 

O meu pensamento se liga ao seu

E a saudade transforma-se em alegria,

Existe um momento de atração

nos abraçamos, sorrimos

 

O nosso amor verdadeiro

extrapola os nossos sentimentos.

 

 

8 - Adeus

  

Disseste-me adeus

em longos acenos diários,

Me mostraste o exemplo

da paciência e resignação.

Puseste a luz sobre o alqueire,

brilhou o lampadário.

Falaste a todos

com a voz do coração.

Vida de minha vida, porto

onde ancora o meu amor

pensando em ti, ora me encontro,

na paz conseguida por nós dois.

 

9 -Amigo

  

Estrada longa,  o caminhar

pausado e calmo, a terra fria

anestesia e abafa o som do pisar

enquanto respiro

Meu Deus,  é dia!

 

Paro e dou conta de mim

por quanto tempo orei no silêncio

da noite, muitas vezes,

olhos fechados, molhados, chorei.

 

Passos ao lado, sinto o calor

do amigo que caminha paralelo,

sinto seu fraterno amor,

banha-me de balsâmica luz,

energia radiante envolve-me o ser.

Quem caminha comigo?

Jesus!

 

10 - Memória

 

Seu doce olhar invade

minha alma e produz

retorno à mocidade

em seu esplendor de luz!

 

Tua  voz em mim encontra

o eco a ressoar

solfejo de amor que afronta

e em tudo me faz pensar!

 

Te amo caladamente

e no silêncio da vida

coloco no canto da alma

uma lágrima perdida!.

 

 

 

 Sentimentos De Amor

 

11 - Declaração

 

 Te amo com a sublimidade

do orvalho que veste as flores

ao canto desperto da manhãzinha

aos primeiros lampejos dos raios de sol

avançando por entre

os resquícios do negror da noite

manifestando a vontade de Deus

em mais um dia,

na obrigação cristã de cada um

na gratidão de cada coração,

em vivenciar o amor!

 

 

12 - Manhã II

 

Ah! Manhã que já se mostra dourada

traz desfilando à sua frente,

os raios do sol da primavera.

Árvores ainda desnudas pelo outono

balançam seus galhos

na transparência da manhã.

 

A sabiá-laranjeira já gorjeou seu bom dia,

o coqueiro aqui ao lado, roça minha janela,

a rua acorda os pequenos que dormem

encolhidos sob a viela.

 

Ao lado do canto da manhã

ao sol radiante, do café cheiroso,

grassa a dor, a fome a tristeza, o choro

do mais alto, Jesus olha por  todos

doando seu manancial  de amor

que supera as dores.

Ah! Manhã de sol já alto e quentinho

aconchega os pequenos,

que perambulam e são muitos.

Acorda, aquece as almas humanas

ainda dormentes e frias

Para que possam em dividindo caridade,

somar em sabedoria junto ao Criador.

 

  

13 - Meu deus grego

 

Nariz afilado,

perfil de Atenas

mecenas

que me faz suspirar.

 

Retrato de Fídias

entoa cantigas

mudas

e me faz acordar.

 

No mármore bruto

esculpo teu busto

para te abraçar.

 

E em sonhos

busco

teus azáfamos lábios

beijar.

 

É assim que eu te vejo,

meu deus grego,

sabendo que teu coração

jamais poderei tocar.

 

 

14 - Alma das horas

 

As horas acordam a alma

Na calma em te buscar

estar ao teu lado querido

é tudo o que sei gostar

 

As almas das horas choram

por não te ter ao meu lado

na calma reflito e penso

pode tudo ter-se acabado

 

Buscar a calma é preciso

o sorriso no coração brotar

cantar é qual lenitivo

quando as horas, a alma acordar.

 

O que sei que gosto e não tenho

o cenho  com suave expressão,

meus olhos dizem o que penso

cala minha boca em solidão.

 

Oh! Horas, acordem minha alma

e deixem dormir meu coração!

 

 

 15 - Minha rua.

 

Lentamente a brisa suave

embala as delicadas florezinhas

que sonolentas caem, caem

e adormecem no leito grafite de nossa rua.

 

Parece que combinaram todas

ao mesmo tempo e em segredo

pedir ao vento que as levem ao chão.

Que emoção!

 

O colorido sobre o asfalto

amarelo, salpicado da luz do sol,

dos raios que desvirginam as árvores

 e se depositam ao lado, em bemol.

 

É uma beleza sem igual

por poucos meses do ano, no verão,

e nossa rua se transforma em banquete celestial

ao pássaro preto, à sabiá, um aluvião.

 

É nesta rua que eu moro

são estas árvores que há muito tempo

me foram confidentes de certos momentos,

nelas ainda confio, eu as adoro.

 

  

16 - Ode às alamedas de alamandas.

 

Te escondes na timidez

e medo de dizer “ti amo”

porque não tens idéia do que seja

“eterno”e “eternamente

 

“Na falta do amor,

comigo não morres,

mas vives na solidão

que caminha de mãos dadas contigo...

 

...e necessitas do afago

de meu colo fértil e seguro,

afagando-te  no clima veterano

de meu olhar!

 

Me vistes e sem perceber,

quedaste e não te deixaste mostrar

tua pele, que se despia,

ao tempo em que a minha a conhecia.

 

E deixaste transbordar teu amor

sem se dar conta

do teu corpo acumulado

que de amor se mostrava.

 

Freias a paixão.

E não percebes que te sentes derrotado

e deixas esvair o sol que poderia

te tirar da sombra de ti mesmo

 

Os credos, convidei-te a rezá-los comigo

no altar do sol,

à ventania, às ondas do mar,

na praia segura em que vivo

e eternamente

te escondes.

 

Um dia me acharás nas Yolandas, nas Marias,

nas manias de se dizer,

fechado ao amor

Um dia te acharei

por entre as alamedas de alamandas da vida.

 

 

 17 - Vento de Emoções.

 

A tempestade assustadora ameaça

corromper os sentimentos do homem

anarquizar pensamentos

e matar a paz!

 

Mas qual! Sentinelas que somos vigilantes

Não decuramos um só instante,

combatemos a confusão

com oração.

 

Eis que luzes,

como suaves ventos

transformam o negro momento

em calmaria e brandura

em água cristalina e pura.

 

Bebemos da água da paz e do amor

fortalecemos frágeis corações e razões

e eis que surge a luz

que o vento conduz.

 

Inebria os homens neutros que oscilam

conduzidos, se deixam conduzir,

confiam,

que a luz da candeia que seguram

iluminam-nos e os depuram.

  

 

18 - Dança dos Corpos.

 

Nossos corpos unidos

bailavam ao sabor de nossos pensamentos

nada dizíamos, pois nossos lábios

ocupados com os carinhos molhados

refrescavam nosso suor.

 

Nossa respiração em arranjo musical

davam o sinal de nosso êxtase

apertávamos um ao outro em abraços,

em contrações de extrema felicidade

na vontade de descobrir o melhor para nós

a sós, só nós, nós dois

e era uma total abertura

na estrutura de nossos momentos

nada importava,

o exterior, o quarto,

a chuva fina, o vento faceiro.

 

A luz tênue nos envolvia

e aumentava de paixão nossos corações

fazíamos de nossos momentos

pequenas eternidades

vontades de amar, de doar, de se perder

um dentro do coração do outro

na verdadeira troca do sentimento maior.

O amor!

 

 

 19 - Cicatriz

 

 Efêmeros carinhos

efêmera paixão, coração tingido,

caso de difícil solução,

quebra-cabeças,

sem pé, nem mão,

grita a voz da consciência,

fala alto a razão.

 

Qual o quê ?

Deixo-me levar como num sonho

arfo o peito, canto alto, voz ao vento

e a tudo me proponho.

 

A ter-te como volátil imagem

como nuvem que passa

e se desfaz

marcas não deixa.

 

Como num doce sonho

um acordar feliz

tenho-te em mim

como uma cicatriz

em local discreto

sob o seio esquerdo

junto ao meu coração

 

 

 20 - Horizonte

 

Vejo ao longe, no horizonte,

certa claridade que me excita.

Atento para vários pontos em luzes

e tua imagem em minha frente, saltita.

 

Tem sido assim, nos últimos dias, a viagem,

a paisagem onde insisto em te reter:

é o horizonte, é a água, é a luz

que tenta meus pensamentos combater.

 

Arranjos, adornos, pinceladas em cores;

não há critérios para se amar:

é o florescer do velho amor,

é o fogo da paixão contida,

 

É o anseio que dulcifica a alma

é o compasso, é o alento que acalma,

e no teu amor, mais  uma vez

minha alma acredita!

 

 

21 - Vencer.

 

Não quero fazer do tempo

lembranças  em fragmentos

que não se pode mais juntar!

 

Não quero fazer da vida

etapas não vencidas

e o remorso n’alma calar!

 

Busco incessantemente a rota

da estrada que à plenitude conduz!

Ao digno trabalho perene

calma, tranqüila, serena,

na paz que encontro em Jesus!

 

22 - Você no meu sonho.

 

Sei que estou sonhando

e neste sonho

você é a principal personagem.

 

Já o conheço de há muito,

não o identifico no presente

mas sinto que em passado remoto

já estivemos juntos!

 

Ah! Como gostaria de retê-lo

como foto antiga sobre a cômoda

para tocá-lo, revê-lo, beijá-lo

mesmo que não o tivesse aqui.

 

Onde está você, quem é você?

Que represento no contexto de sua vida

se sou sua alma afim,

esperar prá quê?

 

Sintoniza comigo em vigília,

deixe-me senti-lo,

tocá-lo em azáfama

como se toca o vapor da água do rio

na fria manhã de inverno,

ao leve calor do raio de sol,

preenchendo  no meu coração

o espaço,  de há muito, vazio.

 

  

 23 - A Brisa de Outono

 

As folhas dançam no ar

ao sabor da brisa de outono

como se ao léu estivessem

em abandono

e no assobio do vento

ficam a soluçar.

 

Apanho uma, outra que

cai aqui, acolá, na relva macia

na umidade do início do dia

na cálida manhã, antes do sol raiar.

 

As vezes me sinto

como as folhas de outono

mas de imediato transformo a brisa

em companheira

o vento em servidor fiel

o espaço num amplo castelo

e me sinto a rainha

da vida que levo.

 

Sou imensamente capaz

de momentos difíceis reverter

tirar o que de bom e bem me faz

somente o bem e o que é bom, reter.

 

 

 

 24 - O Farol

  

Luze, ao longe,

sobre  a crista das ondas negras,

a réstia guia do farol,

pusilânime,  inconformado

com o vociferar do vento

que  chicoteia o mar.

 

Ruge dentro de mim

a fera ferida, perdida

de amores pelo domador,

amo, doutor e senhor

que domina minha vida.

 

É um sentimento inconstante

que vem à mente a todo instante

como a lua beija o mar.

 

É a cansativa tristeza

da dor da alma presa

a quem dela nem caso faz.

 

É um chorar vazio

trêmulo, coração frio

do tempo perdido, sem paz.

 

Sequer  uma  frase solta

que diga que ainda há volta

pôr um fim no meu penar.

 

 

 25 - Sombras

  

Te  acomodaste,

queres tudo ter e

nada devolver,

queres ser amado e

não deixas teu coração amar.

queres ser servido e

pouco trocas comigo,

queres dar as ordens e

não tem poderes.

 

És covarde

diante  de ti mesmo,

és sombra de ti mesmo

és escravo da acomodação.

 

Feres e magoas

por tua irreverência,

breve solitário estarás

por não deixar aprisionar teu coração

na mesma cela que o meu.

 

Posso dar-te a liberdade

de tudo ter,

de ser amado,

de ser servido,

de dar as ordens,

desde que troques comigo

todo sentimento de amor!

 

 

 26 - Império.

 

 Puseste abaixo

um império construído

no amor que juntos iniciamos

há trinta anos.

 

Ruíste com os pilares

da fé que nos unia

ficou uma alma vazia

onde só penetrava

a avareza

a materialidade

a aspereza

a rudeza de coração

mas, serviste bem ao meu ego

de ti tirei todo o meu prazer

mas hoje,

estamos a descoberto

sentimentos de desencanto apareceram,

me deixaste só

para refazer outro império;

e que este tenha alicerces

de amor e compreensão

da vida rumo a um horizonte

da verdadeira união,

a de almas e  a de mãos.

 

 

 27 - Regressão.

  

Uma palavra que tu me disseste

desencadeou uma história

que vivi há muitos séculos

e que retive na memória.

 

Eras tu, o meu vassalo

por quem apaixonei-me um dia

e não pudemos juntos ficar

tal a diferença que existia

 

Hoje, em voláteis momentos

nossos olhos se cruzam

emudecidos, falamos,

Sabemos que há algo no ar

que não conseguimos identificar.

 

Relutas em te dares a mim

vingança íntima, inconsciente,

coisas do passado, não do presente,

vamos viver este momento.

 

 

 

 28 - Aprender a Amar.

  

Sinto uma dor muda

quando ouço alguém dizer:

- amor? O que é isso?

Isso não existe!

 

Esse alguém ainda não viveu,

passa pelos dias,

passa pela vida

e não cultiva

a maior energia da alma

que impulsiona o homem a outros mundos

nos profundos sentimentos do amor,

que levanta cegos caídos,

acorda os que dormem nas dores morais

luze os que se encontram nas sombras,

dá alegria aos rostos, numa luminosidade sem par...

É só querer aprender a amar.

 

 

 29 - Confidência.

 

O vento suave roça minha face, como carícia de amante

envolve meus cabelos que dançam a melodia da tarde!

O som das ondas do mar que beijando a branca areia,

insiste em molhar meus pés.

 

É como um carinho na minha muda alma

e no meu silêncio interior,

deixo a orquestral natureza agir

com todos os seus sons.

 

O marulhar, o assobio do vento,

o bater das ondas nas rochas cruas e cinzentas

e me desperto, como uma borboleta deixando a crisálida,

ouvindo a vida e vivendo o amor!

 

Costumo buscar na solidão,

a turbilhosa energia dos pensamentos

que pululam em minha mente incansável,

como sementes que estalam ao sol.

 

Pensamentos tem cores e a cada cor uma nova idéia,

uma solução, uma dor, um frio d’alma, um calor,

um sorriso mudo, uma fugidia lágrima, uma canção, uma oração.

Por mais que eu me vigie, me encontro pensando em você.

 

Quisera poder esquecer seus carinhos,

trilhar outros caminhos,

que não os que me levam a você.

 

Quisera poder singrar outros mares,

que não o que detém a nau de sua vida,

quisera reter seu amor em mim,

como a concha detém o molusco

e produz a pérola da felicidade.

 

Quisera ser sua, mas

que você fosse meu de alma e corpo, alma e coração,

num ritmo de vida,

que permitisse a mim, viver em você,

nos seus pensamentos, como vive você nos meus.

 

Saio dessa sonolência, dessa confissão,

e lágrimas deslizam até meus pés,

beijando as ondas do mar.

  

  

30 - Nuvens Flutuantes

 

Você entrou em minha vida

de forma sutil, silenciosa

quase na penumbra,

fiz-me visível a você

para que me amasse,

como eu já o estava amando.

 

Dei a você,

grande parte de meu coração

e entreguei os meus sentidos

para que você os sentisse quase seus

e abusei da felicidade

de sentir-me embalada pelos seus braços,

envolta em seus abraços doces e ternos,

cobrindo-me de olhares amorosos,

envolvendo-me em nuvens flutuantes

ao sabor do vento do amor.

 

Jamais queria eu que estes momentos findassem

e culminassem na dor da alma ferida

na sentida espera de sua volta

sem revolta, mas solidão!

 

 

  Sentimentos De Religiosidade

 

31 - Prece II

 

Senhor Jesus!

 

Diante de mais um dia que nos brinda

o seu incomensurável amor,

ponho-me diante de Ti, Senhor,

pequenina e humilde, criança ainda.

 

Faça-me Senhor, amiga fiel,

auxilia-me Senhor a distribuir o bem

sem escolha de raças, sem olhar a quem,

coração aberto e livre, pássaro ao céu!

 

Permita-me Senhor levar Teu nome Santo

àqueles que nem Vos conhecem, órfãos do amor,

peço-Te querido Mestre e Senhor

que eu possa  distribuir a paz por todo o canto.

 

Jesus,  amigo dileto de nossas almas,

fonte cristalina de amor e luz

a nos iluminar o caminho, dá-nos a calma

para que mais cedo compreendamos

o peso e o tamanho da nossa cruz!

 

 

 32 - Instante de Oração

 

No silêncio do amanhecer

desperto meus sentimentos

e faço de cada momento

um instante de oração.

 

É como se o altar sagrado

com pilastras firmes calcado

estivesse bem colocado

no cerne do meu coração.

 

Ensinamentos nos dá a vida

na transparência da emoção,

no recolhimento em oração,

nas etapas a serem vencidas.

 

É qual lírio da paz,

imponente no charco vasto,

que sobe da lama em repasto,

aos olhos do homem fiel.

 

  

33 - Manhã II

 

Ah! Manhã que já se mostra dourada,

traz desfilando à sua frente,

os raios do sol da primavera

Árvores ainda desnudas pelo outono,

balançam seus galhos

na transparência da manhã.

 

A sabiá-laranjeira já gorjeou seu bom dia,

o coqueiro aqui ao lado, roça minha janela;

a rua acorda os pequenos que dormem,

encolhidos sobre a viela.

 

Ao lado do canto da manhã

ao sol radiante, do café cheiroso

grassa a dor, a fome a tristeza, o choro

do mais alto, Jesus olha à todos,

doando seu manancial  de amor

que supera as dores.

 

Ah! Manhã de sol já alto e quentinho,

aconchega os pequenos,

que perambulam e são muitos.

Acorda, aquece as almas humanas,

ainda dormentes e frias,

Para que possam em dividindo caridade,

somar em sabedoria junto ao Criador.

 

 

 34 - Parque Iguaçu

 

 O sol já vai alto

desenhando no gramíneo chão

esculturas de sombras, num jogo de luz

que produz na alma sensibilizada

uma ânsia de descrever a efêmera arte.

 

Caminho sobre a úmida relva

gelam os pés, emoção antecipada,

os gorjeios dos pássaros na mata ao lado

enobrecem o meu momento de oração.

 

É um fundo musical divino

mesclado ao aroma das árvores silenciosas

que reverenciam o vento e o sol,

guardiães da natureza,

profundos admiradores do silencioso hino.

 

Oro, no recôndito de minha alma

solicito auxílio aos meus pseudos-problemas

todos solucionáveis, chorar nem vale a pena,

mas estar aqui, neste Iguaçu vazio, já me acalma.

 

Não oro só por mim, que tanto recebo

mas pelos que me circundam, pelos lobos

que,  vorazes e sedentos do prazer efêmero,

não medem as consequências que causam, os danos.

 

Sinto-me reconhecida e reconheço

que o Pai de Amor tudo resolve,

desde que a palavra divina  aceitemos

“Como se reformar intimamente, seguir à risca a norma da vida,

por Jesus ensinada há dois mil anos!

 

  

35 -Tudo pode aquele que crê.

  

Quando se acredita no bem

um valor imenso se apodera de nossas almas

vitalizando nossa intimidade

na concretização das propostas de vida.

 

Multiplicam-se os talentos,

dá-se conta do “ceitil por ceitil”;

exterminam-se os lamentos,

molda-se o comportamento no buril,

fortalece-se a paciência,

estende-se benefícios a quem quer que seja

não se mede o “doar”

apenas trabalha a caridade

no servir sem ostentação

abrindo várias porteiras

nas propostas de vidas em execução,

nas tarefas tais quais se apresentem,

onde possa estar a nossa estendida mão.

 

 

  

 

 

 

 Sentimentos de Fraternidade

 

36 - Meus filhos

 

Cintilam estrelas puras

nos teus olhos, filha minha

tesouro sem par nas buscas

que faço por entre as ruínas.

 

Castelos, templos,  montanhas,

areias de praias e desertos

do Sinai  ao Saara entoam cânticos

de fraterno amor e me despertam.

 

Por segundos me transporto

onde estão vocês, flores do meu jardim

na existência desta vida

florescem e crescem junto a mim.

 

Giovana, Janine e Daniel

raios do sol do amor a me aquecerem;

filhos que por empréstimo Deus me concedeu

na escalinata das vidas a se sucederem.

 

Abraço-os com o sentimento mais nobre

que existe  em todos os corações,

do mais rico ao mais pobre,

O amor é a doce fonte das emoções.

 

 

 

 37 – Talles

 

(nascimento meu primeiro Netinho)

 

Faz-se o teu amanhecer

no meu pensamento

e de longe surge a aurora

com teu primeiro sorriso

raio de luz que ilumina

o início da rotina

do meu dia.

 

E antes que teus olhos despertem

eu te abençôo, te bendigo

dando graças à Ele

que nunca dorme, mas repousa sereno

em nossos  corações.

 

É assim que eu te encontro,

tesouro de minha vida

em todas as douradas manhãs,

pois, ter-te ao meu lado, é sempre sol

é sempre primavera, é sempre felicidade.

 

Acompanhar teu crescimento

é o salário mais nobre

que eu possa receber!

 

  

 38 - Tardes de Outono (para uma amiga especial)

 

Te adoro tardes de outono

por entre nuvens douradas,

por entre pastos e campos

no lombo de mulas cansadas.

 

No grão que na terra úmida

agradece ao Senhor o orvalho

que gratifica gramíneas e flores

e veste o choupo e o carvalho.

 

Te adoro tardes de outono...

Te adoro tardes...

Te adoro...

 

 

39 - Mensagem 1

 

Uma das coisas mais bonitas

que temos em nós,

na nossa pequenina e grandiosa

capacidade humana,

é o gerenciamento

do inocente impulso da adolescência,

transformados nos dias atuais,

em dínamo que energiza

e impulsiona a nós,

alicerçado pela maturidade espiritual,

à busca de um viver

mais correto possível,

visando o equilíbrio

de nosso próprio amanhã.

 

   

40 - Vó  Mariquinha

 

Diante da prata de seus cabelos,

me curvo em respeito reverencial

pois, para mim este é o sinal

do peso dos passados evos.

 

Vó Mariquinha, que doce labializar

o teu compasso tranqüilo

não vende, não troca, é sigilo

o segredo do teu caminhar

 

De nosso coração emana sempre

vibrações de miríficas luzes

iluminando suas passadas cruzes

das saudades dos que já estão ausentes

 

Receba com todo o nosso carinho

o mais belo ramalhete de flores

enfeitado com sonhos e amores

só cor e perfume, sem espinhos.

 

Rogamos à Deus, Pai querido,

que a tenha sob Sua proteção

além do amor, carinho e atenção

que filha e netos lhe têm despendido.

 

Obrigada pelo exemplo silencioso e fraterno,

os olhos falam, o sorriso determina

e neste aprendizado, a vida ensina

o caminho nosso ao Pai Eterno.

 

 

 41 - Especial Amigo

 

Preciso de um especial amigo

que aperte a minha mão

e me oferte um sorriso

de dentro do seu coração

 

Que queira contar comigo

nos seus íntimos momentos

e seja para mim um abrigo

em todo e qualquer tempo

 

Que faça do seu dia a dia

uma estrada de poesia

em aprendizados de luz,

 

Que divida o Grande Amor

com todos ao seu derredor

como ensina Jesus!

 

 

  

42 - Paisagem – (ano de 1969)

  

Numa tão bela tarde de sol

a bater nas folhas de clorofila

de flores, de galhos

na brisa tão leve

e as gotas de orvalho

da chuva que passou há mais de uma hora

da vida tão vivida,

tão amiga,

tão sentida,

tão de outrora,

tão de agora,

a burlir nos corações mudos

o amor que não passou!

Nesta tão bela tarde

de sol a banhar as folhas

de clorofila, de flores, de galhos,

de amores que se encontram,

de olhares que tudo dizem...

Ah! Nesta vida tão bela

tão linda tarde

nada mais será preciso falar,

só olhar, só amor, só amar!

 

 

 

 43 - Soleira da Varanda.

 

Os dias transcorrem

no ritmo do nascer e pôr do sol,

na claridade da manhã,

no entardecer melancólico,

na relva macia e úmida,

nas estrelas que despontam túrgidas,

na cavalgada em cadência

dos animais despertos.

 

Sento-me na soleira da varanda:

velhas madeiras que rangem

comunicando seu cansaço

pelo longo tempo que ali estão.

 

Medito nos vais e vens dos dias

no trabalho interminável

que nos faz saudáveis à vida

que pretendemos levar

diante da nossa consciência no bem

que nos convida a trabalhar

a servir, sem olhar a quem!

 

Nesta bucólica paisagem,

neste santuário da natureza,

refrigero minha alma e com certeza

rejuvenesço meu espírito,

não o deixo esgotar-se

diante de tanta beleza,

é o que sei fazer

Eu sei como amar!

 

 

 

 44 - Monólogo de uma criança

 

 Deixas a mim, mãezinha,

me preteres,

às luzes da noite

e sorrisos da madrugada

entre embalar a mim, seu filho tenro

que acordo assustado,

e as vis paixões da noite

que não te levam a nada.

 

Hoje pouco te ofereço

além do afago suave

pelas minhas mãozinhas físicas

tão pequeninas

mas, não alcanço teu coração

empedernido e atávico

e me retornas em cansaço

em desperdício da vida.

 

Como despertar a ti

que amo e que és minha

mãezinha de há muito?

pois há  muito, me prometes

que eu seria para ti, o reforço

o retorno à lembrança sadia

das tuas promessas ao Mestre.

 

Ainda quero e posso

Auxiliar- te  a modificares,

dizer a ti que me és importante,

a maior em minha vida, a luz guia,

caminhemos no mesmo ritmo da natureza

que pulsa, trabalha, adormece e ama.

Vem, minha mãe,

não troques a noite pelo dia...

 

 

Ao longe, ouço tua voz

no meu sono agitado

pois vejo-te envolta em brumas

e isto me agonia.

Vem, minha mãe,

corre aos meus braços

que eu te abraço,

não troques a noite pelo dia!

 

 

De manhãzinha,

o sol acorda nossa janela,

me acolhe, me envolve,

me alimenta e me alivia.

Serei tua lembrança de amor,

de crescimento, de louvor à Deus,

mas por favor, mãezinha,

não troques a noite pelo dia!

 

fim

 

Sand Beach

Sand Beach

 

My world when I was a child

it was the sea and the sand

where the screams of seagulls

many times still turn

in the botton of my heart.

 

The tiny grains of sand,

in days of full moon

they drip for my hands,

in colors silver platinum

at the rosary of my destiny

in the corners of my heart

Thank God!

We thank God

for already conquering 

the condition of forgiveness

and understanding... 

while many people

are still continuing 

to offend and hurt others

 and are in need

 of the forgiveness

 and understanding!

Copyright ©2006 Elsa Rossi

 

My Heart

 

My heart is
full of Joy
full of Love
full of Pray
full of God!

My heart is
less of fears
less of pain
less of tears
Amen.

Elsa Rossi

Copyright ©2006 Elsa Rossi

My Memory

My Memory

 

His sweet glance invades

My soul and produces

My return to youth

In its splendour of light!

 

Your voice finds within me

A resounding echo

A song of love that affronts

Making me think about things

 

I love you silently

And in the silence of life

I place in the corner of my soul

A lost tear!

 

(revised by Janet Duncan-2006)

 

Sob o arco de estrelas

Sob o arco de estrelas.

 

 

Cristais refletem a luz,

Multiplicando-a em mil estrelas,

Como se forma física tivessem,

E poucos pudessem ve-las…

 

Eis que um cristal humanizado,

Desce a Terra em dons de luz,

Trazendo a esperança,

Na mensagem de Jesus.

 

És o missionário amigo,

Ora pai, ora irmão,

Divaldo, sempre o teremos

Em nosso coração.

 

Gira na rota do mundo,

Espalhando a sua luz,

Mensagem cristianizada,

Do Nosso Mestre Jesus

 

Nem partiste e ja sentimos

O vazio da sua voz,

Mas o eco permanence,

Lá no fundo, dentro de nós..

 

Vai amigo e irmão, segue adiante,

Vivendo a própria mensagem

Sob os arcos das Estrelas

Que Joanna tece em rosário,

 

És tu, o Semeador,

Que Suely coloca em prosa,

És o vero agricultor,

Que enche de amor as rosas,

 

 

 

És o jardineiro perfeito,

Que  sem descanso vigia,

As flores do imenso campo,

Sem descanso, noite e dia.

 

Costuras com fios de luz

Polo Norte, Polo Sul

Incansável Trabalhador

Sob as hostes de Jesus!

 

Ah! Divaldo, pai e irmão

Nossa oracão vai contigo,

Eh o que de melhor oferecemos

A voce querido Amigo!

 

Elsa Rossi

Londres, 15 de Junho de 2005

singela homenagem a Divaldo Franco.